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Sobre o domingo e o sacramento do batismo?

 Sobre o domingo e o sacramento do batismo?

Reflita sobre o domingo e o sacramento do batismo

Neste artigo, trago o que os santos da nossa Igreja dizem sobre o domingo e o sacramento do batismo. Essas são algumas das dúvidas que surgiram durante o programa semanal da TV Canção Nova “Escola da Fé”, que tem como objetivo esclarecer e fortalecer a fé do povo de Deus, que, muitas vezes, desconhece ou tem dúvidas sobre os pontos mais importantes da fé católica.
Sobre o domingo
São Justino (165): “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos” (Apologia 1,67).
Santo Inácio de Antioquia (107): “Aqueles que vivem segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança não mais observando o sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida é abençoada por ele e por sua morte” (Carta aos Magnésios 9,1).
Sobre o batismo
Didaquè ou Doutrina dos Apóstolos, n. 30: “Quanto ao batismo, batizai assim: depois de terdes ensinado o que precede, batizai em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, em água corrente; se não existe água corrente, batize-se em outra água. Se não puder ser em água fria, faze em água quente. Se não tens bastante, de uma ou de outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Antes do batismo, jejuem: o que batiza, o que é batizado e outras pessoas”.
Santo Ireneu (140 – 202): “Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo [pelo batismo] de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens, os velhos”.
“O batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo, pois os que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo”. (Dem. 7)
Orígenes, bispo de Alexandria (184 – 285): “A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar o batismo também aos recém-nascidos”. (Ep. Ad. Rom.LV, 5,9)
S. Cipriano, bispo de Cartago (210 – 258): “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças”. (Carta a Fido)
São Gregório Nazianzeno (330 – 379), doutor da Igreja: “Sepultemo-nos com Cristo pelo batismo, para ressuscitarmos com Ele; desçamos com Ele, para sermos elevados com Ele; subamos novamente com Ele, para sermos glorificados nele” (Or. 40,9).
Santo Hilário (310 – 367): “Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois na imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus”. (Mat. 2)
Tradição Apostólica de Hipólito (Sec. III): “Batizar-se-ão, em primeiro lugar, as crianças, todas aquelas que podem falar por si mesmas, que falem: quanto às que não podem fazer, os pais ou alguém de sua família devem falar por elas.” (La Trad. Apostolique, ed. Botte Munster 1963, pg. 44s).
Santo Agostinho (†430): “As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aquelas que as levam nos braços, mas, sobretudo, pela sociedade universal dos santos e dos fiéis. É a mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um”. (Ep. 98,5 PL 33,362).
O Concílio de Cartago (418), que condenou o pelagianismo, rejeitou a posição “daqueles que negam que se devam batizar as crianças recém-nascidas do seio materno.”
“Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente algum pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença”. (Cânon 2, DS,223)
Concílio de Florença (1442): Exigiu que fosse administrado o batismo aos recém-nascidos “o mais depressa que se possa fazer comodamente” (DS. 1349).

Do livro Escola da Fé , do Professor Felipe Aquino



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